quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

chuva de a minha janela
é azul - água e aquarela.
volta e meia
meia e volta
há um guarda-chuva
se
es
correndo
Pedro Pan, 2006

hoje, ela veio acontecer
em meu sono.
há tempos não era.
relembro, relendo
saliva neblina.
ouço teus olhares, que
lágrimas escorregam.
por a minha falta
que seja, mentira.
que seja, ilusão.
pois não quero eu, derramar
tuas lágrimas.
Pedro Pan, 2006


Feliz 2007!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006












Agradeço a você que viveu 2006
comigo. E espero que em 2007,
você e eu nos encontremos
em algum momento,
nem que seja em pensamentos...
Boas festas! Te vejo em 2007!
Pedro Paulo Pan

Quem não recebeu o cartão, pode dizer. Deixar o email que envio.
Feliz Natal!!!
Boas festas e te vejo em 2007!

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

não arestas de dúvidas...
teu silêncio me interrompe, barulho.
às vezes não sei o que digo. não
sei o que dizer. e digo,
sem saber.
tem instantes e momentos queu
penso, ser poeta
é ler os horizontes.
hoje, não escrevo. eu
soletro.
Pedro Pan, 2006

domingo, 17 de dezembro de 2006

pras lonjuras...
este poema é para
além de outdoor.
é pras lonjuras dele.
por agora, enxerguemos
o silêncio.
olhar a andadura de os pássaros
em céu de admirar.
poesia minha é de água
doce.
tem histórias que esqueço de contar.
sem pensar outras vezes, inscrevi
um poema que cai de tarde.
hoje uma chuva me lavou.
amém! o vento me levava.
vem tô leve...
Pedro Pan, 2006

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

palavrear antes de o meio de a noite até.
inda entardecia e cogitei um poema.
embora agora, não armei teus nuances.
amanhã, quando madrugar tentarei.
tenho preferências de o avistar
sublime.
há umas palavras espalhadas
vou ajustá-las ao poema que tagarela.
o tema, o tema de agora veraneia
em calendários e horários
e horários - calendários - honorários.
o dia nem estava árido.
esteve cedo, desde quando úmido.
uma pessoa, negou uma
bagatela de sorriso.
sorrindo assim, sem porque
é uma de as melhores delícias.
discorda de mim?
(tenho a esperança que não)
um sorriso assim, sem porque
alumia qualquer ser.
humano que seja.
e dá-lhe
um feliz fim de semana.
procurei fazer poema de modinha,
não consegui. sou muito
démodé pra tal cargo.
hoje acordei retardatário.
o dia aconteceu nubloso
em nossas janelas.
eu, outrora já vivi um palíndromo.
Pedro Pan, 2006

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

existia já desde quando
histórias de contos e fadas.
acredito mais em contactos, e
sorrisos escancarados janela
a fora.
lá de fora o dia serena
algumas nuvens em
tons de acinzentar quaisquer
tardes.
queríamos saber de as
onomatopéias nublosas.
quis fazer um poema quem sabe
por enquanto.
não consegui
para tanto e quanto.
"um dia a esmo não
é este dia mesmo
".
Pedro Pan, 2006

domingo, 10 de dezembro de 2006

existem dias, os quais
estou mais propenso
a conhecer a poesia.
que mostra seus vínculos
e vincos e trincos e trincados.
perceba, há sempre uma surpresa
em sorriso vizinho.
sem tardança em tarde inda pouco,
tem um pássaro que
bem-te-vi em cada duas árvores.
em estes dias de agora
, os diariamentes se
regam em calendários.
quando há esconderijo
em cantar de galo
o sol carcareja ao acordar
em nossos olhares
inda dormidos, ...
por vezes aluados.
Pedro Pan, 2006

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

às vezes noite
, gosto de deliciar
melancia em janela.
virado pra lua.
a rua? nenhuma vivalma.
e eu, de observâncias.
meu olhar a pé se encontra.
por vezes madrugada
, durmo mais que a cama.
que des -
de miúdo adormece
mais que'u. adormeceu.
às vezes insônia, amanheço.
inda alembro
, era festa e minhamiga
despediu aquela noite
, dizendo : "vô mimbora espancar
minha cama.
"
por vezes ontem.
ontem mesmo,
quando noite espreguiçava.
adormecemos ouvindo telha chovida.
Pedro Pan, 2006

domingo, 3 de dezembro de 2006

sereno anoitecer
estrelas de prata
bordam céu de anil.
eu gosto de a brisa quando
anoitece simples, assim serena.
a palavra quando lírica é leve?
leve de aqui tudo que é
de mal. de mal dizer. de mal estar.
ou permanecer. ou ficar.
mal-me-quer bem-me-quer
pétalas? pra quem quiser
já estava neblina, tanto
e frase veio assim.
antes, um cadinho de antes
observava estrelas tropicalizando.
e rodopiava pensamento
agora há pouco.
não era grande, nem pouco.
era de uma lonjura, de
aquela tarde, de aquele dia.
quem sabe, talvez quando.
Pedro Pan, 2006

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

em o entanto, ela
em o encanto, ela.
cálida cor, (calada?)
tateia meu pensar, meu amar.
nada pálida. sorrisos.
             só isso.
olhos que jaboticabam-me.
por o vento
desfila minha rotina
e nem me atino
em tons, cores e por de sol
que horizontaliza dali a diante.
Pedro Pan, 2006


uma margarida em photographias

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

tem poema que vem
em bréu. cende a luz,
escafedeu.
Pedro Pan, 2006


quarta-feira, 22 de novembro de 2006

ia fazer uns poemas ao cair de
a tarde.
fiz alguns pra depois 
com melindre transpirar.
anote a noite musical
e teus ecos, e teus ruídos.
e pessoas anoitecidas.
a palavra beija-flor
flui como se flor
beijada por passarin.
Pedro Pan, 2006


domingo, 19 de novembro de 2006

{














Por aqui venta leve. (está). Estou lépido. Estou lírico. Estou a observar
pessoas sorrindo. E, de minha janela, vejo montes, vejo montanhas, vejo prédios.
Prédios por ali e por acolá. Consegue vê-los também?
Alguém sorriu-me sempre. Alguém sorriu-me sendo.
Ah, o dia venta brisa...
Pedro Pan
Imagem Koto Bolofo

sábado, 18 de novembro de 2006

já faz meio de o dia.
a tarde quase chega - já.
está aí.
quando sábado, o dia
rumoreja tuas lembranças
de cor e salteado.
inda ecoa o pio de passarin
ontem em alpendre.
em o telefone móvel,
alguém que eu sei bem
dita-me:
saudade.
Pedro Pan, 2006


ao lado de ontem

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

noite segue trilhos.
como que de o trem
qual observamos inda
a tardinha, a tardiquinha.
encanto entardecia
tarde se ia.
chuva tratou de molhar
nossos telhados, nossas telhas
e só escutamos a canção
de:
      plique.
      plique.
      plique.
chuva deslumbrava
aluarada
caindo
  indo ca
         ir...
preenchendo itapecerica
nossos dias, nossa vida.
e traz frio bom
estes diariamentes chuvosos.
a noite previa
em a manhã, amanhã.
a chuva que escorregava basculantes
aluava                      
         nosso sentir.                 
Pedro Pan, 11/06

terça-feira, 14 de novembro de 2006

preciso
olhar por olhos teus
, um pingo de saudade.
Pedro Pan

"o vento é verde."

sábado, 11 de novembro de 2006

hoje quando
o sol amareleceu,
pensei em inscrever
poucas palavras
em tuas
folhas
/ pétalas.
sem pedir permissões
preferi não afrontá-la.
[pelo menos por hoje]
Pedro Pan, 2006

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

trecho de lágrimas
andei ocupado 
de saudade.
há, que interessa meu
peito qual chora...
-agora, outrora-
outrora agora
e sempre sãos,
sorrisos com lágrimas.
quisera eu, desocupar de saudade.
e relendo os escritos
de sentimentais letras
nosso
pranto acorda.
Pedro Paulo Pan, 2006

domingo, 5 de novembro de 2006

já fazia horas altas
e
umas algumas vozes
dançavam por a
rua, inda molhada.
o feriado, bem, já
vinha aconchegando.
o horário se veraneia
ao cair de a meia noite
, digo,
já estão uma...
não sei + nem -
sob aquela história
de amores.
nem sei que horário
o sol aurora por o
horizonte.
que quando chega a
tardinha?
estes dias as nuvens
nos molham
até sem notar.
Pedro Pan, 11/06

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

teus instantes: obras.
lavras pa.
sobre as travessias
ias
e sussurravas ao pé
de
o
ouvir.
Pedro Pan, 2006

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

{

E escrever sobre o que? O amarelo ser? O amarelo está? Porque é quase sol por ali ao longe. A cortina dá indícios de aurora por entre finos fios.
Crer e, moite pássaros e feituras de um conto, conto, conto e nada de terminações mirabolantes. Ontem encontrei um conto, era de fadas. Escrevi à décadas atrás. Não gostei, a idéia não é de se lançar ao lixo. Que vontade de mexer, aparar arestas, colocar um pouco de cor, diminuir tons sabores. Só que ontem eu não tinha o tempo e dedicações necessárias para tanto. Por tanto.
Comecei um conto outro, está por o meio de o caminhar. Uma hora eu termino (determino), agora não. Preciso de um café da manhã...
Pedro Pan
e ela, doce e serena.
cabeça em meu peito
, a ouvir dicções de
um coração...
Pedro Pan, 2006

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

farfalhando noite (à fora)
a página.
"nada especial".
a página insólita carece.
dar voz ao poema
vez & luz
dar o azul
, o azul ontem. brilham pontos
(pontos, vírgulas, reticências)
em os ares uma melodia
acena aos ouvidos.
histórias, ouvidos, olhos, aquarelas.
em a medida de o possível
a luz prevalece pensamento
ligeiras asas por nossas cabeças.
quando não ouvir, é
um tempo veloz. a noite prevê
o destino.
o alvo é dizer o necessário
e a hora exacta. exacta
como
esquecer não é o inevitável.
pedro pan, 2005

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

ela rodava rodopiando.
eu em um canto a
olhar observar avistar.
"cavalheiro dê-me o prazer
desta contradança?
"
e dançamos, olho em olho.
sim! ela tinha flores em o
cabelo e doce em os lábios.
pedro pan, 2006

domingo, 22 de outubro de 2006

tem dia que quero
quero
derramar uns versos
, porém,
tais versos nem vem.
nem caem.
nem saem. nem são.
nem vão.
e eu? fixo em amarguras.
pedro pan, 2006

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

a noite chegou às 18 horas
em ponto.
flamboyant's de ontem...
ontem
, vou sem pétalas.
(ir sussurrar folhagens).
tem instantes, que sobram
palavras sob o
travesseiro.
provoco montar uma
história
até o dia
raiar em horizontal.
pedro pan, 2006

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

hoje doei um sorriso.
nem era grande. mas
foi preciso.
e nem doeu nada.
pedro pan, 2006

sábado, 14 de outubro de 2006

pássaro que canta
em gaiola
, em verdade não canta!
apenas chora.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

hoje até que sei.
as lágrimas rolaram
escalas a baixo.
lágrimas internas
interioranas
inté a
dor estancar.
e tudo não passa de um
susto.

domingo, 8 de outubro de 2006

construo uma frase
que vela minha tarde.
flexiono olhares
para que lástimas escorreguem.
transpiro - suspiro
quero ir - voltar até...
até lares onde
habituei corações.
pedro pan, 2006

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

mesura de poema


feche os olhos.
e o poema veio
de leve
leve
livre.
apologias para poema
que se foi,
pedro pan, 2004

terça-feira, 3 de outubro de 2006

bêbado em boteco
perto de a minha casa,
diz em um caneco:
"menino! cê têm asas?"
pedro pan, 2002

domingo, 1 de outubro de 2006

{

hoje tentei/queria escrever sobre uma tal dor que senti.(emocional era). pensei, pensei. e melhor não. sigo em tentativas de cura. melhor que ficar a falar sobre...
(pré)existem alguns convites.
& eu não fui/sou convidado
para lamber o ventar.
,porém,
(o vento toca meus cabelos,
e eu canto fios brancos.)
o vento lambe-lambe
meu olhar,
que às vezes canta bucólico.
(tenho pedras de pensar)
"quem sôo à teus olhares ?"
de filmar o antes o ontem
& chás ?.
inda é primaveril.
photographe por o obséquio.
guardei frases debaixo de a
cama,( com asas.).
perfumo umas frases com
tom de amoras.
& não amarro narinas.
eu possuo lamber o
ventar (solitário, pois, pois.)
otário sôo aos teus ouvidos
enquanto passo, eu canto.
photographe por o obséquio.
pedro pan


Vale conferir a Pesquisa Blogosfera Brasil.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

enquanto isso
meu coração é um
conta gotas(conta gotículas)
e ferve & rói e arde
e gira
e arde & rói e ferve
& rói-rói
de um roer forte.
busco por a face-photo
que guardada se encontra.
a música é só
um pre/texto para
te re/encontrar
em que cerras
o ouvir e soletra um adjetivo...
ah, em a minha rua
os auto/móveis dançam.09/2005
pedro pan

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

eis que 
descubro frases ácidas
que encantam,
em minhas habilidades de archeologo
pedro pan

domingo, 24 de setembro de 2006

sombras de hibisco
ela dormia meus cabelos
com as palmas, mãos - dedos.
(ébrios-enluarados-felinos)
eu, adormecia ali.
e descansava meus calcanhares.
aos passos qu'ela velava meus
sentidos. sentimentos.
pedro pan









"Cantiga de Rock" e "Chorinho Divinal"
Na voz de Pedro Pan

Letra de Cantiga de Rock.
Letra de Chorinho Divinal.

E da Série Duetos, Marina Morena & Múcio Góes.

{

Quem sabe eu volto a postar em estas bandas de cá...
Não sei... Mas pretendo.
Estou me preparando para escrever um pouco sobre as Cantoras
que eu gosto...
Até mais...
Pedro Pan

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

é gostoso quando as palavras
estão
arranjadas.
em vão alinho

com
crê.
eu vomito e vou
far falhando
frases de frestas
e nesgas concordâncias.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

...meu canto há de sair,
meu canto,
há de cortar estes tais meus
dias.
e minhas lástimas
que rebrilham ao
anoitecer, alumiando
minhas faces.[f(r)ases?]

domingo, 17 de setembro de 2006

novelinha
a história havia
terminado.
e ela voltou a acariciar
lágrimas e
beijar os lábios nossos,

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

se debandar.
mudar as bandas. os caminhos.
"lá é mais belo!"
então boa sorte.
e rabisca um adeus
em a tarde-partida

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

minhas lágrimas não
cessam de te pedir
meia volta, vou ver-te.

domingo, 10 de setembro de 2006

uma música reflete
sobre minha valsa.
falta-me tamanha criatividade
e etc e tal...
p.s.: preciso de suco de tamarindo
e etc e tal...

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

existe uma goteira feita só pra chorar.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

a vitrola rola
os nossos sonhos em
a noite só.
solidões (pluralizadas).

domingo, 3 de setembro de 2006

                      "que eu daria minha vida pra você voltar
que eu daria minha vida pra você ficar"
Martinha


esperei dizer-me:
te amo e te desprezo
que agonia. enquanto isso
eu passeava meu pensar
por todo o quarto (o quanto).
e toda sensação
em o sentido
afagava as idéias
de vida a dois...

sábado, 2 de setembro de 2006

hoje chove.
a cidade, molha.
pensamentos deserti-ficam
não!
pensamentos umedecem.(isso sim)
a cidade molha.
toda.
o centro? todo goteirado.
e as pessoas de
boteco há boteco.
e eu sou uma delas.
p.s.: ousei um poema
de traz pra frente.
escondido se encontrar
um dia quiçá mostrarei.

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

não provoco reticências...
procuro uma folha.
photographo teus nomes
em minha pele.
em auto-relevo.
auto-revelação.
(graphei um cd com as cantigas)
não sei de cores.
as poses, os closes.
havia nomes
em as minhas mãos,
alguns voam em
vendaval.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

não consigo de extremas vivências
as quais todos consistem
desculpa!
meu caminhar é de
pedras e gravetos
e as pedras tem um agosto
agridoce.
não permito jazz mais que surrupiem
minhas cores.
de o contrário serei
objecto fúnebre.
tudo bem. tudo bem que ganhei
cores dançantes & cantantes
basta! gosto de minhas cores
com sabores tão meus.
é uma lenda?
vai por mim : não!
estou rindo sem
para
lelepípedos.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

porque então calejar
palavras
que te escalam, escolhem?
frase nasce
aos traços em branco.
orações - fatos
e não saber chegar em o fim
de a linha
não forço poema
faço poema quando
ele quer, porque quer...
ser fóssil. ser feitura
de palavras rearranjadas
(estarei em esmero)
e corre espaço necessário ou
não.
tem horas que não
calo
coisa com coisa.
coisificando minha
fala.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

frase deslum-
brava-se
ia simbora. e
até que a voz grifava
em a madrugada [excelência]
rasgar lábio
com frases em um
canto de tarde
papel sangra sílabas
que pro-feriam
passou uma dor-
zinha em coração
foge asa voa
brinca de faz de
contas.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

em essa tarde não
sei fazer imagens
em estrofes.
que calidamente des-
pencam em caderno
pautado.
os ipês amarelecem.
ou se roxeiam, cheios
de flores.
sensações que nos tomam,
quando invernais
tardes brincam conosco.
e já é quase primaveril.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

reminiscência de chuva
ela veio, como foi.
terra úmida terra
rio que não seca.
porque chuva lhe
acalenta/alimenta
dá sustento.



 , dolores & idalécio

{

a rua era seu palco. noite frívola, onde idalécio andava pra lá e pra cá. idálecio esperava sua amada com esperança. seus loiros angelicais cabelos pendiam pela face pálida, adornando a imensidão de seus olhos verdes. naquela noite havia feito a barba, e vestiu seu terno mais novo. mesmo que cheirasse guardado e estava cheirando. sapatos bicolores e uma flor na lapela. uma gravata em cores quentes & tropicalizantes. observava sem parar o relógio de bolso de tataravô. se bem que aquele relógio não funcionava era anda bem. avistava esquerda, avistava a direita e nada. a noite se tornava mais glacial e nada de sua amada. quando observou já sentada ali em a praça em um banquinho, dolores! ela acenava com delicadeza angelical, trajando uma saia branca de filô, tendo os olhos destacados pela maquiagem, olhos grandes e amendoados. cabelos sempre lisos e vermelhos e compridos que escorregavam até a cintura. sapatilhas novas, porém, estragadas, mas era as melhores ali. em aquele momento. blusa que ainda guardava pouco paeté. meia arrastão.
-oi dolores.
-idalécio que lindo estás!
-são seus olhos minha querida.
-sabe pensei em dançar um twist o que achas?
-as flores que eu trouxe.
-amo flores meu herói. e aproximou-se dele beijando aqueles lábios tão amados por ela.
-minha pétala vamos passear um pouco? disse entregando o capacete a sua pétala.
-mas idalécio, você não respondeu. vamos dançar?
-sim pétala vamos dançar a vida, com você é tudo sublime. não sei não pensar em você.
-herói sou tua. da cabeça aos pés.
colocaram os capacetes, e subiram em a vespa e zarparam dali pra outro lugar... foram divertir a vida!
Pedro Pan

domingo, 20 de agosto de 2006

céu que se coloria de
cinza-chumbo.
com rajada um tom mais claro.
vento que carregava folhas secas
era o mesmo que balançava
nossas emoções.
chuviscante dia.
e nossa cidade se prepara
para temporal.
e que venha chuva.
enquanto roupas bandeirolavam
em varal longe à frente
chovia.

sábado, 19 de agosto de 2006

poema itinerário
faiz dia que num mando 
as notícia de jornada.
passei por arroizal, cafezal, miaral
e plantio de fejão, e alegrias.
vi jurubeba, cagueitera e mangaba.
manga rosa, manga piqui, coração de boi
e comum.
maria fecha a porta.
atravessei um corgo razin-razin.
dormi debaixo de tamarindeiro.
uma tardes dess campiei cuns vaquêro
e lavei um par de rôpa, junto cas lavadera
que cantavam rio.
peguei trem que me levou dali-pra-la, apartei lá
pertin onde vive uma família que mexe com
cantoria em fêra, em quermesse...
ganhei uma prenda, era uma brevidade.
na ida me encontrei com uma parenta, que manda
lembrança inté pra quem num conhece.
o sol levanta, a lua chega e eu num cheguei lá inda.
precisei mudar minha rota. pegar um ataio.
pensei inté ter pego foi um maloiado. ou um quebranto,
fui numa benzedera, que rezô pra mim e família, com terço,
gain de arruda e preces
a Nossa Sinhora e Nosso Sinhor dos Passo.
querdita que uma família que pedi pôso
istumaro cachorro brabo tudo da vizinhança.
nem tudo nessa vida é fácil, pensei que nunca
mais ia inscrever, nem em papel de pão, como
tô inscreveno agora. uma hora dess.
bá noite. inté. o sono chegô. e a primavera tá quais aí.
manhã cedo, vô a missa.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

cantiga de rock
tem dias que eu me
intensifico mais
em liras e partituras.
em objetos que decoram
jardinar.
em alguns olhares rasgados
de lágrimas e sentidos embolorados
em cor e ação.
sentir o ar de
a noite velar teu sonâmbulo
perambular em minhas retinas.
haja canto, haja.
se não a ver que encantos
houver, ouvir, ou ver, ou vir, ou ir
ir ir ir ,até fui. até foi
preciso umas palavras
para a cantiga
que vele teu caminhar
e não pereça a minha
presença em ele.


                                 , proseando quimeras

terça-feira, 15 de agosto de 2006

estrela brilha lar
entre asteróides
a flora adormecia
em o jardinar
,porém,
florescia
& colibris coloria íris
aliás


                            , proseando quimeras aqui!

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

línguas felinas
nem me querem...
nem me aderem...
nem me sugerem...
um outro de manhã
amanhã.

domingo, 13 de agosto de 2006

e eu que nem tenho
guarda - pó pra poema
feliz dia dos pais 
a quem é pai e a quem não é.
eu amo minha mãe e meu pai
com um amor sem noção.
e eles sabem disso.
hoje sendo dia dos pais:
feliz sempre pai!!!
pedro

sábado, 12 de agosto de 2006

às vezes eu provoco um diálogo
falho
um diálogo (espanto) atalho.
um diálogo.
um apenas um, apenas.
apenas dois, depois...
tento-me crer em lapsos.
e em lapiseiras 0.5
em teclas de o graham bell
, ou de pc, ou de telephone móvel.
a voz que me cala. demorou
para abastecer meu ouvir
de sussurros
calmos barra serenos barra leves barra tranqüilos barra sincopados.
sim com os pássaros ouvindo
nossa trilha.
trilha nossa os ouvidos
já nem prestenção vou começar ao dia
logo o sol se nasce em o horizonte e você
em um interior & eu em outro interior.
deixa. deixa. eu datilographarei suas
lástimas...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

e não arredo umas memórias
de o lugar.
faço uma leitura
de as fumaças em teus lábios
vaporosos.
eu animo teus lábios de abelha
rainha (minha?).


, outras amoras

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

estertor, um poema (de soslaio)
não está sendo nada
fácil
rejuntar cacos de textos
para montar um po
um poema de esguelha
então assim finco umas
palavras em o meio de a tarde.
em o finalizar de a tarde.
ponho.
ponho pontos em o poema.
poema se põe sem rebrilhar.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

{ inda lembro

inda lembro como nos lambuzamos de amoras. nossas bocas, nossos lábios. nossa gratidão. nossa gratificação. por amoras em todo o tempo juntos-separados-juntos e agora, parece outra história.
lembro com muito sabor. sabor bom que fica em os lábios. sabor de saber.
qual era então a data? nem eu, nem ela sabíamos qual data iniciou e qual houve a separação. dor, não. falta, sim. de toques pele. de pele toques.
nos doávamos em amoras. amoras sinceras. amoras plenas amoras.
zigue zagueávamos por a noite, ébrios ambos. a beijos de chuvisco, a flores de hibisco, a lua que nascia de madrugada. & o sol que chegava pela passarada.
passa boi. passa noitada.. cuidávamos de felinos órfãos e jogamos pedrinhas & lacres de cerveja em a fonte. nem preocupávamos se éramos ou não românticos, aos olhos de eles.
nossos olhares azeviche, nem davam ligas p'ra eles. tem despedidas que corroem o agora.
Pedro Pan
mostrei lua que 
nascia (tarde se ia).
pedi que brincasse
os olhos coa lua ali.


, outras amoras
, o photographo amante

domingo, 6 de agosto de 2006

bolero de o amor passou
recordar...recortar...
de o tempo o último arfar
de amor passado
e reescrever em papel
timbrado
de lágrimas
(tolas)


outras amoras
o photographo amante

sábado, 5 de agosto de 2006

poema itinerário
num sei se ando a esmo
ou ao léu. a derradeira
vivalma que encontrei em meia
poeira, confidenciou-me que aqui
é um esmo, num é mesmo?
um esmo, um léu, um fogaréu.
se foi-se com foice badobraço
e segui oiando ermidade de
o lugarejo.
qualquer vez mando lembrança da boa
se Deus quizé. amém.


poema itinerário
nem guentava mais de tanta buniteza
e belezura que minhas vistas avistavam.
o sol queimava a água do corguinho
onde descalcei meus pés
nágua. o corguinho é pertin. se bobiá
alcanço a estrada inda e chego lá
depois de o anoitecido.
hoje andei muito divagano. parecia que
pisava em ovos, inté contei os passos.
só quando passei perto duma capilinha
aresolvi de entrá. rezei pros meus dias,
minhas noites, inda rezei um terço.
depois de a jenuflexão e sinal da cruz
senti uma brisa de corgo.
ou riberão. ou açude. ajuntei minha
matula, minha capanga, meu imbornale...
nem creditava.
aguá branquinha, quinem cachaça. passei
um tempão ali
e as piabinhas correndo sem parar.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

ela havia de voz sincopada
, de dizer
pe-dro
me alegrava o sorrir ao ditar
algumas palavras, mesmo que desconexas
em o fim de o anoitecer.
assim. simples e bela em a minha
noite mal trapilha.


a corte de o bobo
photographia com ph

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

que posso 
eu
fazer? se
poema
não desentorta
,nem a poder
de reza braba...


bobo de a corte

terça-feira, 1 de agosto de 2006

eu capítulo energia.
não seria melhor:
eucalipto energia?
sinceramente? nem sei


bobo de a corte

segunda-feira, 31 de julho de 2006

havia um poema que nasceu
de soslaio.
anoiteceu de olhos lágrimas
e acontecia de dizer palavras
tristes tardes de tanto temer
corria sem ser um
poema imponente
que em horas vesgas decidia
o ir e o vir
ver ser ter temer.
passou assim, noite contando
letras em papel (ofício).

bobo de a corte

domingo, 30 de julho de 2006

a corte de o bobo

sad joker de Pietro Visinelli


















Tenho que parar de observar pessoas. E mais. Parar de observar meus amigos e amigas.
Em estas observações, cheguei a conclusão que algumas pessoas dividem as amizades, em rótulos. Eu vi que estou com um rótulo na testa: O Bobo da corte.
De várias cortes, diga-se de passagem.
Eu não me irrito em ser bobo da corte, até me comprazo de a idéia de ser um, te fazerem de bobo isso sim machuca...
Em esta observação onde notei, que eu era/sou o bobo, é mais ou menos assim, há uma quantidade de amigos, os quais me procuram só e unicamente quando precisam de minha ajuda.
Explico. Se precisam de desabafar, desabafo é com o bobo da corte. Se precisam de conselho, conselheiro é o bobo da corte, se precisam de um texto que discorra sobre um texto deles, quem faz isso é bobo da corte. Se está triste, o bobo da corte te alegra.
Não fico irritado em ajudar, ajudo o quanto eu puder, mas o fato de só nos momentos de precisão te procurar, isso sim, é te fazer de bobo da corte.
Ajudarei, porque se paga o mal é com o bem. Se eles não podem me oferecer nada, graças a Deus, alguma coisa eu posso...
Pedro Paulo Pan
imagem Sad Joker de Pietro Visinelli

sábado, 29 de julho de 2006

poema itinerário acontecido de três antonte
já fazia uns três antonte sem brincadeira
que num mandava notícias, nem encomendas.
minhas desculpas.
enterti co'as rolinhas e pardais e
papa-capim e cum mugido de a vaca.
e co'as pedras de fogo então...
hoje inda carreguei umas pedras pruma
fornaia.
apiei inda a pouco, p'ra escrevinhar
rostos e faces que me deram pouso:
café, de cumê, de bebê, pão de queij,
biscoito frito, e água de corgo p'ra
banhar as idéias. e um paierin, porque
ninguém é de ferro.
devo muita obrigação a estas almas boas.
e os dedos...
que dedos de prosa e noites aluadas com viola
e sanfona. e uma cachacinha, porque
ninguém é de ferro.
nem queria seguir a jornada.
dei inté logo a ess povo tão acolhedor e
mais uma vez segui minha jornada.
tinha um trem pra contar, m'esqueci.
lembrança pra família. a bença meus pais.
colhi hoje umas frutinhas vermelhas
dessas que dão em cerca.
e colhi bons dias - inté breve

quinta-feira, 27 de julho de 2006

chorinho divinal
vez em quando eu declaro
umas lágrimas.
fecho-me. declamo choro, abro
as pálpebras e permito
lágrimas ou lástimas
escorrerem escorregarem.
molhando
rostos restos rastros
molhando
fases frases faces
depois digo: faz assim
não. e começo a sorrir
m(e) olhando.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

eu nem tenho o que
te dizer ao pé de o
telephone.
toca. toca meu coração.
toca quando vier.
como só tu. escutou?
como só tu sabe tocar.
& as palavras arrepiam em
nossas língua(gen)s.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

e uma alegria inesperada
adentra sem parar sem parâmetros
até sem pedir permissões
adesões conclusões condições.
sorrisos-lágrimas por
passear tão desapercebida.
alegria quando chega num
quer mais largar.

domingo, 23 de julho de 2006

poema itinerário volume dois pontos
inda nem bati o ponto.
caminhada dura minha. vendo bois e compro ois
e inté mais ver.
carreguei em a capanga umas laranjinhas capetas
e uma casa de joão-de-barro desabitada.
andei caçando um poste dess de madeira.
que marimbondo fazia morada.
pedi pouso por ali. pernoitei sem pregar
os olhos.
cafezais & palavras que eu trazia em a'gibeira.
se tudo correr bem, manhã eu observo umas
galinhas d'angola e uns passaros-pretos.
gosto de falar passo-preto. aprendi sempre
dizer passo-preto.
mas não gosto de ver animal piado.
ouvi dizer que vivem praquelas
bandas.
em manhã que vinha doirada, eu segui
esta minha jornada.
só agora apiei p'ra escriturar o que presenciava.
de a próxima mantenho inconformados...
com muito gosto.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

poema itinerário
faz alguns dias que exercito
uma nova rota.
amanhecendo, garrancho
um verso. e tomo um poema
p'ra desintoxicação. ou não.
uma frase não me sai de
a memória.
estou lendo em as calhas.
se chover, vai goteirar.
tento um rascunho novo
de a f[r]ase. se conseguir mando
notícias. me esmero.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

{ o dia tentou acorda-la

o dia ventou ao acordá-la. pálida & de bochechas coradas. o dia já se fazia em 7 horas. ela precisava inda fazer um chá de camomila, tomar um banho...e. e.
assim levantou correndo, esfregando os olhares, abriu as janelas & viu a rua parada. calada. uma ou outra vivalma passeava por ali. carros vagarosos cortavam a rua. achou tudo muito sinistro. colocou uma xícara com água em o microondas & foi escovar os dentes, lavar face. então o microondas apitou, pegou a caneca com água fervendo, colocou um seu chazinho predileto. já em a varanda deu em sua cabeça de olhar o calendário que fixava com as anotações em a geladeira. olhava & não cria o que via. era domingo. & ela ria. pela confusão de sua cabeça. a semana tinha corrido tanto que ela até estava a imaginar que o domingo era um dia útil... sim pensou ela "útil para descansar". pegou um revista de cruzadinhas & adormeceu novamente, nem escreveu uma palavra se quer.
Pedro Pan
havia um poema
amorrotadinho em
fundo de cristaleira.
não sei se fugiu
vôo ou rugiu. agora
pela matina ele ron-ronou
uns versos ainda.
em as horas vesgas ele
cochila.

terça-feira, 18 de julho de 2006

existem cartas
que trazem resquícios.
as palavras dela[s] mostram os rastos
em a minha retina.
tais epistólas tem cheiro e letras de
dor. de amor. de pavor.
de uma felicidade tão. tão.
posso até parar, nem sei expressar
a felicidade de estas letras
de aqueles dias. de aquelas vezes.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

tento crer em versos que são tão pó.
cartographias não indicam tão bem o
momento de felicidades.
justamente em meio a notícias ruins e
pessoas virando as máscaras assim...
a felicidade mais uma vez veio-me de o simples.
em afagos distraídos. sem imaginar o bem
que fazias. que trazias. de uma humildade
e, de uma originalidade sem noção.
quando estava só. desolado. desconsolado.
a simplicidade afagou ser. e quando
me vi lépido, agradeci a sorrisos.

domingo, 16 de julho de 2006

poema por encanto ou por muita tarde
meu canto estava por demais
sem gracejos. sem melindres. sem mesuras.
nem sei gracejar, já, como outrora.
ora, ora
isso desaprende também. deve até fazer
um bem. é. pode ser uma desculpa
esfarrapada - plausível.
quero viver o vento embalançar meu 
diariamente ...
e por enquanto ficar com as solas
presas à terra firmeza.
e por enquanto correr de lá pra
até mais logo... ao ver o agora
entardecendo uma esquina mais diante
, de nossos olhares. atenção.
nem me atino. posso tentar outros
cantos por exemplo. por obséquio.
por pouco tempo. por muita tarde ...

sexta-feira, 14 de julho de 2006

existem acontecimentos que
não há o que se precaver.
paixão por exemplo
não prescreve as atitudes...
alguns se dão bem
, outros são um lamento só.
vamos mudar de assumptos ?

quinta-feira, 13 de julho de 2006

o rio (acho) 
es
corre
ga
por a margem.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

& não posso te privar
de a minha presença
em tuas lembranças
(teus sonhos
, tuas vontades)

segunda-feira, 10 de julho de 2006

em aquela fuga
cidade
teus olhares não permitem
verde longe.
foi exactamente ela quem
quis velo
cidade.

"se alguém perguntar por mim..."

domingo, 9 de julho de 2006

     em a rural
idade
se perdia os olhos
pro
horizonte.

"se alguém perguntar por mim..."

sexta-feira, 7 de julho de 2006

& aquele hoje choviscou.
e os nossos olhos
passeavam por ali
& até lá.
também ficamos de lá
a ouvir o plique
de as gotas, ao escorregarem
por as nossas frases...

quinta-feira, 6 de julho de 2006

meu ouvir sentiu
rastros de cochichar
, era ela beijando-me
nh'as
têmporas.
há tempos não me fazia
tal mesura.
a vida tem uns trem tão
bão viu...

terça-feira, 4 de julho de 2006

como era triste aquele entardecer.
em tarde ser. era. foi.
o olho de ela derramava lástimas
mesmo árido chorava.chovia.
& conversavas em o telephone
móvel
, um pouco abaixo de a nossa janela.
"sofrer é minha sina ?"
perguntava chorosa.
nós que não podíamos responder...
"não esqueço este passado"
& o amor se ia...

domingo, 2 de julho de 2006

por que vasculhas
coração provocando
esta dor?
exaspero.

abobrinhações

tarde mas
ins tiga
o céu
o sol &
ocê.
o ser
'star lar?!

sexta-feira, 30 de junho de 2006

prestenção em o ruído.
poema de o hoje dança
desengonçado.
& capenga para quem
o quer.



abobrinhações

quinta-feira, 29 de junho de 2006

até ir 
rimar eu fui.
voltei com uma mão
em a frente e a outra
atrás.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

 não me escombro em 
o poema
, eu mer
gulho
em o poema.




tem dia que é bom mudar os móveis de lugar.
& verde tão bem sai de férias...

domingo, 25 de junho de 2006

resquícios de março ou
livres, soltos...
definiremos
como simples sinais
por estas nossas mãos
acariciam
certos resquícios ao léu
esquecidos emprestados
um dia
algum quem sabe os recolherá
resquícios...
o espelho expulsa-me
(pusilânime) de suas molduras
invento-me em nome próprio
e nas suturas do acme,
banalizo meu infinito negativo.
buracos de fogo decoram minha página
e nessa missão precipitada em cena
de céu em chamas
me projeto, invisível, em letras
neste lento suicídio, recosto-me branco
em papel branco
pelo espelho sangram sílabas palpáveis
e resta sobre sua superfície
minha face obsoleta
vagamente estou arremessado ao solo
e em estas minhas insignificâncias
careço de depoimentos atemporais
creio permanecer semimorto
me protejo de lágrimas cinzentas
que em espasmos se põe
contra minhas máscaras
Eu também sonho meus labirintos:
pesadelos
em que minto
meus próprios monstros sobre meu ventre
Não há lupas, nem frestas!
Se vejo minhas verdades,
são máscaras em armaduras medievais
São meus espelhos espalhados
em vitrais obscuros
Sou meu próprio labirinto:
delírio convertido em imagens.
Quando me sinto,
escondo-me na vertigem (ou miragem)
já eu, escondo-me em escombros
de minhas próprias imagens
cato-me ao chão em que me piscam os cílios
conto-me histórias em quadrinhos pra
sonolento acordar a tardinha
provoco os ares com canções
para ninar,
creio em apostas de meus fantasmas
tento me crer em folhas amarrotadas
no fim da escada
eu escrevi algo que lágrimas derramaram
então, sou eu que padeço na fúria?
minha febre agora é o meu segredo em
porta-retratos espalhados aos cacos
No anoitecer, na lareira escura
de chama rara
no sopro-tormento
os anagramas do ser.
Cato retratos-cacos da tardinha
pois anoiteceu.
Anoiteceu no crisol do poema
à milésima noite
soma-se a primeira
e recompõe o homem
-caco a caco-
a letra funde
o fundo que falta
na fala do mundo.
eis que em reflexo de letras foscas
aguçam frases
e denuncia: bailam palavras
quantos martírios desfolhados estiveram
e toquem dores que feridas colhem...
a noite está relicário
labirintos que permitam
enquanto cacos fragmentos se recomponham
então poema descortine
será livre para tantos ares
eu forço o poema
corto as palavras ao meio
(violentamente)
e as espalhos incompletas
no meu corpo escritura
não posso mais lê-las!
não sou mais eu, são elas
perpendiculares ou
paralelas
que se (com)fundem
em imagens tantálicas
alheio a minha verdade,
o poema escorre-me
trágico

em gozo final.

por Raquel & Pedro
ou Sophia & Plínio
ou raquetel e pedro pong

, poema escrito a quatro mãos, alguns emails, outros telefonemas
& muitos sorrisos... hoje já sorrimos seu nascimento
por celular. [ela vem me visitar...]
queria fazer uma homenagem a esta amiga maravilhosa
de sempre e infinito. & resolvi postar este poema nosso.
, um dos maiores posts de pedro pan. mas mínimo
perto de o carinho que temos um pelo outro.
raquel viveu, morou, poetou, embriagou em a divinéia.
nos conhecemos através de a matemática & a amizade
não errou em as contas...hoje vive em patos de minas
e em o meu coração. sem dúvidas. hoje ela me diz que vem a divinéia.

, a partir de o meu "estilhaços de março"
raquel escreveu "à pedro" e resolvemos continuar o diálogo
que deu em "resquicios de março ou"...

, feliz aniversário raquel!!!

sábado, 24 de junho de 2006

uma árvore choveu em mim
mas é lógico que um regislógio atrapalha sozinho.
mas em a noite sexta para sábado, este ilustre
senhor de tic - tac, que afirma sem parar,
que não faz mais tique - taques, soa apenas
reticências... tudo bem não vamos contrariá-lo.
ser de imagens, sons e palavras soltas como
bolhas de balão ou balões coloridos.
como eu ia dizendo, em a madrugada
que jazz cheirava sábado, eis que sr regislógio
pega dragonflex, a câmera & começa a photographar
a lua.
(todo mundo sabe que um regislógio photographando
a lua não dá coisa boa.).[...]
fragmento de [o desdobre de o sr regislógio]


para meu amigo de infâncias perdidas. felicidades sempre!
feliz desaniversário!

quinta-feira, 22 de junho de 2006

agorinha mesmo,
quando inda entardecia
, minhas'as roeram.
ousei vôos
, despenquei.
alcei vôos
, despenquei.
minhas palavras não ficaram
brisas. em os meus olhares?
lástimas.
quando cansei, avoei.
& poesia não descora
co'as lágrimas.
& tem hoje que poema tem
gosto de ficar em a margem.
ai entendi porque o avoar não
'tava briseado.

( enquanto isso em 6 + eu )

terça-feira, 20 de junho de 2006

alguém rogou-me umas palavras.
& quase me atingiu.
se acaso a mira fosse pior
,quem sábado...
& estas palavras rogadas
,voaram tolas pro be-le-léu.
quero aprender a ter sublime.
& profetizar co'as palavras áridas.
o que me apetece eu transtorno em cantiga.
não provoco ser inatingível.
porque sei
não consisto. nem sôo.
tenho medos-falhas
, quero aprender a delirar.
isso sinto.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

existem folhas resguardadas
como se relíquias.
&
o ventar não
te lambe em as páginas.
tu
dançarina distraída sob o
ventar de as folhagens
aceita mais café?

sábado, 17 de junho de 2006

{ em um átimo

richard avendon

















em um átimo todos, todos pararam para vê-la passar[passarinhar].
& caminhava majestosamente por a metrópole, em dia útil para aqueles
olhares emocionantes que acompanhavam cada passo seu.
alguns emocionados sussurravam sem prever, umas ou outras palavras...
" ela é tão fada que em seus cabelos as borboletas até adormecem... "
" de que eras é? ", " ah! eu acho que ela tem romance com o vento! "
" hum...tem aroma de flores amanhecidas " ...
entre tantas frases & olhares ela continuou seu trajeto...
& eles passaram o dia inteirinho com os olhares perplexos...
Pedro Pan

naomi campbell por richard avendon em calendário pirelli
não tenho mais gostos
de palavras pesadas.
bom mesmo são as leves.
comum brisear que
nos carregue.
sempre em as asas

sexta-feira, 16 de junho de 2006

  
encanto a aura reluz


rápida foi a tua passagem
,por esta vida minha.
abandonou-me em um rio
, sem barco.
sem barroco. sem nada a fazer.
passou & deixou-me
saudoso de as nossas
madrugadas-
dias-
tardes-
noites.
você entendia fundo.sempre.
há quanto tanto tempo não
sei de você.
você nem sabe ontem vôo.
por ontem andas?
ontem estás?
deixou, aura nostalgia.
hoje saudade ousa roer
um tanto a mais.
& esta saudade hoje me traga.
"quero acender um free para nós".
ah! se não fosse pedir tanto...
queria vê-la.
(só para ela que se foi,
de a vida minha sem dizer adeus,
como surgiu desapareceu)
poema empoeirado...
procurando um outro texto, encontrei este.
após retirar um pouco de o mofo e movimentar
umas palavras, aqui está!
palavras movimentadas,
mas o sentir é, e continua sendo o mesmo...
texto de 2001, primeiro semestre.
até a próxima parada de o trem,
pedro paulo pan

quinta-feira, 15 de junho de 2006

sinto 
calado
(talvez alado, não sei)
: o ventar
(de)bater
em minhas f(r)ases
corar.
(coragem)
o vôo
é ver
de.

6 + eu de quinta

quarta-feira, 14 de junho de 2006

umas palavras caem por a tardinha.
roem roem rangem
se ao menos dessem algumas
piruetas
em o ar
,eu
séries d'um passarin
ar.

segunda-feira, 12 de junho de 2006

vaga lume faz assim.
& pisca-pisca.
antúrios & adálias
decoram o jardinar
,folhagens experimentam
tantos olhares...
esqueci de cantar
choveu flamboyant's
em a beira de tarde[ser]

domingo, 11 de junho de 2006

existem restos
de ontem em meus olhos,

sábado, 10 de junho de 2006

com algumas palavras roídas
tentei a feitura
de um poema.
só me deu dor de cabeça.

{ assim que o relogio...

imagens humor de vintageslovelies.com


























assim que o relógio fez o sinal que sol amarelecia janela
ao longe. o senhor de barbas grisalhas, amanheceu.
abrindo os olhares & erguendo-se para a lida quotidiana...
foi dizendo ao seu fiel companheiro, o coração:
ufa! o derradeiro sonho foi um desastre!!!

Pedro Pan

imagens humor e sátira, de vintageslovelies.com

quinta-feira, 8 de junho de 2006

eu não crio poemas
em gaiolas.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

[não canso de contar nuvens
em tua ausência]
um ventar acalenta,
não sei de ontem vem
creio que vem de
verde.
hoje quero
amarelecer
comum violetas
__________
modo de usar:
3 partes distintas.
não aconselhamos o misturar
caso ocorra, procure um médium.
assinado
o antagonista

outras quimeras

segunda-feira, 5 de junho de 2006

de aqui a pouco
a solarização pinga em
meia a cortina

domingo, 4 de junho de 2006

não [des]esperar
,vôo - ser me ler.
me ter em olhos
de lástimas.
até assim
,gripho algumas
palavras em o acimentar
em o acinzentar.
até vôo - ser me ver
precaver
haver
há o ver
par'algo ler,

sexta-feira, 2 de junho de 2006

enquanto meus olhares
neblinaram
, eu não sabia comum agir
faltou-me chão
faltou-me ar
, asas.
eu gritava, eu gritei
chorar? choraminguei
, pedi meus olhares desanuviassem
que o pensar voltasse
voasse
sei lá
& uma brisa alumiou meus olhares.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

{ tenho querencia de prosa


tenho querência de prosa: de prosear. embora não sei se consigo,
se consisto, se consinto em prosar.
devo eu dizer: prosar ou prosear?
me socorram, embora pense-creia que estou mais para proseador que
prosador. [a dor, a dor]
eu vôo provocar frases feitas, frases desfeitas.
e os feitios & efeitos de as frases que por aventura me socorrem...

"meus lábios tem afeições com
teus dentes
eles mordem-me demais."

Pedro Pan
ela havia asas
teimosas & alaranjadas
,que farfalhavam em o ar
pouco acima.
e a cada pássaro que
su'asas davam
era como se
questionasse:
você não sabe de ontem
vento...

quarta-feira, 31 de maio de 2006

encanto o dia amarelecer
, eu
quero estar
com'um girassol
& mais um dia principia.
agradecido a todos os comentários do post "por quimeras"
pedro pan

{ inauguração

inauguração
pois então... porque "outras quimeras" ?
para tudo, para nada. para talvez. para quem sabe...
assim, antes em o "quimeras" só postava meus poemas.
agora comecei a abobrinhar, chorar pitangas,
postando photos, outras coisas nada a ver.
meu objetivo lá não é e nunca foi este.
lá é lar para poemas.
lá é lugar de poemas.
então inauguro aqui "outras quimeras"
um lar para abobrinhar e chorar pitangas...
não vou poluir mais o quimeras.
sem mais para o momento

pedro paulo pan

terça-feira, 30 de maio de 2006


por quimeras que pareça.
1 ano de quimeras. já comemoramos em
um post anterior...mas hoje faz um ano.
pedro pan

segunda-feira, 29 de maio de 2006


amor amarrotadinho tadinho

pedro paulo
[barba feita. dentes à mostra. covas à mostra. sem óculo]
por pedro paulo pan

agora basta! aqui é para poemas pedro! tome jeito garoto!
ass.:
pedro pan

domingo, 28 de maio de 2006



poesia liberta

sexta-feira, 26 de maio de 2006



agradeço a todos os comentários & brindes & parabéns
& todas as palavras que recebi no post anterior.
valeu vizinhança!!!
pedro pan

quinta-feira, 25 de maio de 2006



[ tem coisas que precisam ser ditas ]

-primeiramente, agradecer a todos os meus “vizinhos” que me visitam quotidianamente, nunca ou quase nunca, ou nunca quase agradeço a você que comenta meus textos, meus vômitos, minhas quimeras, meus poemas... obrigado por comentarem minhas quimeras.
-agradeço aos autores que postam seus textos, poemas, prosas, prosa poéticas, fotografias, montagens... [o verbal e o não-verbal] é bom visitá-los e ler seus textos...
-quimeras está completando um ano no fim de maio.
-criado, em finzinho de maio de 2005, no zip.net ai migrou para o blogspot.com em novembro.
-em a época pensei em mudar o nome, mas apenas mudava de endereço e continua quimeras que reside & resiste até o agora.
-já quase postei umas prosas, mas não arrisco...
-experimentos com a linguagem são interessantes, todo experimento artístico é interessante.
mas não faço nada de novo, apenas brinco com as palavras & expressões.
-ah! mais uma vez agradecer aos comentários, o diálogo que se dá em comentários[gritos]
-quando não comento ou visito algum blog, é por falta de oportunidade, mas procuro sempre comentar todos. não sou autista, nem pretendo... [sei que estou em dívida com alguns blogs e flogs]
-gosto de ler. isso é vicio, desde muito pequeno, ir a bibliotecas é fascinante.
-devo agradecer aos que acompanharam a trajetória de quimeras, e os que já encontrei em este endereço (ou me encontraram...).
-gosto muito de photographia.
-fui fazer um texto para agradecer a todos que me comentam, e que permitem que eu os comente, mas parei. e resolvi agradecer assim: obrigado!
-quem sabe, algum dia eu poste este texto-agradecimento.
-toda forma de arte é interessante.
-queria cantar, pintar, representar, atuar ou até dançar. mas não consigo, então escrevo.
-escrever dói, mas dá vontade de derramar palavras em folhas, telas... e não me contenho.
-outro dia eu falo mais...
-obrigado por tudo...
pedro paulo pan


senhor pedro sem mostrar os dentes.[raridade, explico é só ver uma câmera que estou sorrindo]
por pedro paulo

quarta-feira, 24 de maio de 2006


poema que tu...

senhor pedro
por pedro paulo

rabiscos psicodélicos
,de 2002

segunda-feira, 22 de maio de 2006



esperança de conter

domingo, 21 de maio de 2006


garota de o acalanto [meu]

comentários de volta. desculpa
pan

quinta-feira, 18 de maio de 2006


serenidade de pedras

terça-feira, 16 de maio de 2006


somos...

segunda-feira, 15 de maio de 2006


acordei

domingo, 14 de maio de 2006


poema de um domingo à noit'arde

amor incondicional aos meus pais ,porém, hoje já dei parabéns mãe.
mas não só por hoje, mas por ela existir.
amo...
ah! feliz dia das mães quem é mãe, e quem se considera.
tenho amigas que nem geraram ainda, mas tem esta maternidade
e trata todos como filhos.
pan

sexta-feira, 12 de maio de 2006


de 2003

quinta-feira, 11 de maio de 2006



quintal (feira)

quarta-feira, 10 de maio de 2006


pingue-pongue

terça-feira, 9 de maio de 2006


quando...

segunda-feira, 8 de maio de 2006


pétalas

domingo, 7 de maio de 2006

ah! que lagartas amadureçam borboletas

sexta-feira, 5 de maio de 2006

em o final de 
a manhã, um solzinho
quentou minhas retinas
tenho ânsia de vo
ar
& inscrevo perto de
verde.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

vaga-lumes luzidios 
lúmen
alumiar miar chiar
"a veia a fiar"
pipas coloridas (descoloridas)
pousam. ousam.
em árvores, em troncos
,em postes, por cacos.
tudo se confunde (funde).
até xícaras de cores vibram.
em vitrines ao acaso.
decifrar mapas
,bulas
,e palmas p/ todos até...

quarta-feira, 3 de maio de 2006

um beija-flores 
faz um arranjo floral
& beija
& lambe-lambe.

segunda-feira, 1 de maio de 2006


  
[mineiridade]




em nossa introspecção
de idade mineira,
prestenção:
uma vendinha,
igreja,(umas orações).
praças, reinados.
tutu pão de queijo um cafezinho
& uma cachaça.
um trem corta a tardinha,
“liberdade inda que de tardinha”
cachoeira, montanhas, e reais estradas,
& uma polis divina, e o velho chico.
inté uai.


photo "folia de reis em nossa casa" por pedro paulo pan
em janeiro de 2006

sábado, 29 de abril de 2006

querências de pipocar
em as tais pétalas.
minh'asas puídas.
em tardes de sol afino.
eu a descubro entre as
cartas
por baixo de a porta.
"eu te preciso",
então, acendi um cigarro
& solfegei uma fumaça
antes parti
turas

quinta-feira, 27 de abril de 2006

lírico & surreal em ralo de banheiro


qual o ralo
que por ventura menciono?
ali passa h2o.
se indo...
ah! ralo penteie teus cabelos
e foram tão multicores...

lírico & surreal em caixinha de cereal


que faminto.
o local era armário
e a cor foi azul.
cereais serão surreais?
surreais? líricos e literais.
passe o leite por obséquio...

quarta-feira, 26 de abril de 2006

[eu]não quero mais
depender de obstáculos
para o meu vôo matinal
pereço de trapaçar
tenho tendência de ser peça
de embaralhar,
"eu silko tua alcunha em
a minha pele devagarzinho"
.
quase assemelho a
dores em o pensar.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

farfalhando noite (à fora)

a página.
"nada especial"
a página insólita carece
dar voz ao poema
vez & luz
dar o azul;
o azul ontem, brilham pontos
(pontos, vírgulas, reticências)
em os ares uma melodia
acena aos ouvidos.
histórias, ouvidos, olhos, aquarelas.
em a medida de o possível
a luz prevalece pensamento
ligeiras asas –por nossas cabeças–
quando não ouvir é
um tempo veloz. a noite prevê
o destino.
o alvo é dizer o necessário
e a hora exacta. exacta
como
esquecer não é o inevitável.

domingo, 23 de abril de 2006

entre aspas eu te olho e teu olhar não me
priva de dizer-te algo fecha aspas
dois pontos, três pontos, três de a manhã
e o sol ainda não se pôs.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

,pois, então
aquela photographia
reverberava,
fica o dito pelo não visto
palavras vão compor o silêncio
( ) dentre
os parênteses não
se ouvia nada.
mudo.
até que o estômago roncou
...

terça-feira, 18 de abril de 2006

escrever este poema
foi como amarrar 1.000 horas
e se jogar em um instante
não aquele, e sim aquele
foi explodir dentro-fora
tentar simplesmente não compreender
“desvendar novelos de lã
produzir novelos”

despertar de um adormecimento
à tarde e receber uma frase
em um átimo ótimo.
simplesmente (sinceramente)
dor-prazer-deleite
ser arco flecha alvo
e arqueiro também
ter arco flecha alvo
e arqueiro ser
dormir-acordar-viver(que hora seja)
querer o acaso (e todos os casos)
...e então fracionar amoras
doces, para uma causa.
ou sei lá.|2002|



não preste atenção:
poema empoeirado.

sábado, 15 de abril de 2006

era comum'a estrela
de contos & fados.
à noite(ser) decorar
estrelas.
de cor estrelas.
brilhar piscar em o
anoitecer.



[ deferências em o cotidiano ]

quinta-feira, 6 de abril de 2006

a poesia bateu as
minhas portas
ardendo a porta
bateu com ela em meu
rosto
a poesia bateu as minhas
asas
e voou sem dó nem piedade.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

tropeço em frases
matinais,
em vozes de café de a
manhã.
as flores ardem em o nosso
jardinar.
não possuo flores em
a frase de a brisa
(beliscar)
uvas – aves – vôos
e pressinto soltar
balões por os ares
atenção!

terça-feira, 4 de abril de 2006

recusa
código photográphico?
em a photo a música
extrai uma seqüência
p/ acontecimentos
que consideram: o (f)acto
imagem sólida capturada.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

alguém
gru-gru-le-java
rua acima.
e se avista :3 flores,
em três janelas de uma
única cor .acho que
era isso, ou ditaram-me
tudo com fuso horário
trocado.
por verdes cercas :um perfume
estronda (as minhas narinas).

domingo, 2 de abril de 2006

não enlaço 
olhares
,porém,
queria ler-te as sombras,
a sós. a dois,
depois.
"e beija-me o firmamento
de a boca".

sábado, 1 de abril de 2006

em um mugido de a tardinha
um pássaro verbalizava
:pequenas flores
(as flores alaranjavam
o pássaro)
(como antes o jardim
aplaudia)

sexta-feira, 31 de março de 2006

estilhaços de março



em os meus pulsos
meus punhos:
feridas & cicatrizes.
vem e vão todos os meses
mas março, a dor é imensa.
em o meu quarto fechado.
em meu mundo(submundo) atordoado.
da casca ao bagaço
lacrimejantes olhos.
em o espelho me olho.
que faço?
amanhã não é mais março.
|03/2000|


não preste atenção:
poema de 2000, velhinho e diferente do que
escrevi depois, mas é meu.
lembrei dele esta semana
e deixei para postar hoje. ele é de uma época
que março era quase sempre um mês triste.
o que não é mais...

quinta-feira, 30 de março de 2006

as borboletas azuladas
esvoaçam a manhã
suas asas de azuis
azulavam as manhãs
quando as borboletas esvoaçam
de azul
a manhã não permanece intacta

quarta-feira, 29 de março de 2006

um telefone
estragado desligado
fez ruídos em este instante
ele em pessoa:
o
telefone
gostaria de
dizer-
me
boas palavras. [eu ouvi]
então pediu silêncio
e segredamos:

terça-feira, 28 de março de 2006

mesura de poema



feche os olhos
e o poema veio
de leve
leve
livre
apologias para poema
que se foi

segunda-feira, 27 de março de 2006

insectos decoram infâncias.
logo pela tarde vomitei
(algumas) frases
que estão
presas.
em móbiles.
reconstruir tantas frases.
e em a lua,
brilham-me
lâmpadas em mercúrio.
eu até já toquei flautas
quando borboletas nocturnas
dormiam nossas telhas
& os parentes estavam um pouco
mais a distante.

sexta-feira, 24 de março de 2006

a poesia pairou
a poesia
parou-me
como poeira
(a poesia pairou)
tranquei meus
punhos
como se
gotas que
caem
[ outras quimeras ]

quarta-feira, 22 de março de 2006

não consigo de extremas vivências
as quais todos consistem
desculpa!
meu caminhar é de
pedras e gravetos
e as pedras tem um agosto
agridoce
não permito jazz mais que surrupiem
minhas cores
de o contrário serei
objecto fúnebre.
tudo bem. tudo bem que ganhei
cores dançantes & cantantes
mas basta! gosto de minhas cores
com sabores tão meus.
é uma lenda?
vai por mim : não!
estou rindo sem
para
lelepípedos.

terça-feira, 21 de março de 2006

,porém, o pássaro.
"sôo o pássaro que
arde em tua janela"

quero prever meu estágio
de casulo.
e até alumiar de madrugada.
quero prever.
não ouso grilos falar

segunda-feira, 20 de março de 2006

...pertenço de cores azuladas
[creio].
o insecto me provocou um
riso ao caminhar.
me visto de episódios
de serenar
para ver de
verde.

pessoas de a rua
passam
piscando sonhos.
e fantasmas não acalentam
o som de pipas

domingo, 19 de março de 2006

há hospedes em silenciar
(em outra época)
(em outro silenciar)
e ouvir um barulhinho.
tua voz me volta de estrela
em estrelas passarinhando
por ai

segunda-feira, 13 de março de 2006

em o cruzar de 
as ruas (agora)
à noitinha (estrelinhas)
o felino fazia flexões
e doava-nos indícios
de o miar
vozes também cortavam
a rua. os faróis ousaram
dizer luzes
e vem um vaga - lume
a alumiar.
em a noite que insistem
lápis (lapsos)
sob os travesseiros
violeta fala algo
enquanto pisas de leve
em teu passear;
de brisa.brisa.

sexta-feira, 10 de março de 2006

a dor dilacera em o peito de lágrima 
turva turva.
de um torpor
delira em a
face (fase)
"(m)olha as faces comigo"
"o amor que te dedico"

gritava de cores avermelhar:
"tu mim tinhas"
mentiras, mentiras
a situação acalentou.
em a vitrola sonata a
voz era elizeth.

quarta-feira, 8 de março de 2006

:então o dia está para adálias
que cheiravam alaranjar
cores para nossos retalhos
os retalhos agridoce de um
resto de cor acinzenta
antenas, temas, vozerio
fortes cores despiam
nosso orvalhar
quinem asas para um
domingar de ensolarar



|o post não é temático, mas quero
desejar toda felicidade e mágica
as mulheres! beijos meus|

segunda-feira, 6 de março de 2006

de voz em quando
utilizávamos grilos como nossas
bússolas
postes carecem rouxinóis
em estas datas; goteiras murmuravam
em noites trovejantes-chuvosas
algumas formigas que sempre
visitavam eram etéreas.
a palavra pareceu-nos cheinha
de joaninha, por baixo à
porta alumiou-nos

sexta-feira, 3 de março de 2006

ruídos rastejam
nossos ares [olhares]
sensação - eco
um músculo rói.
as personas a zigue -
zaguear em
estes dias.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

flores que 
despencam
(que) sem receio nenhum
_____por mais que
se padeça (dance-se)
(dane-se)
& a enfermidade [é a 2]
só.
“ tua assinatura é um fragmento
que inda pertence
às minhas mãos”


romance é: (faltas de palavras?)
(e letras & canções?)
ao que o sol se
põe molhado
“eu te pereço ?”
não( uma negativa?)
em minhas mãos
não perece –jamais


não me ouça, não me atenção:
poeminha de um tempo atrás, já postado
no blog anterior, mas não sei explicar
hoje senti desejos de tê-lo por aqui
tão bem. bons vôos
pedro paulo pan

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

,entonces...
e não é que abri
a cortina
e deixei o sol
à dentadas.

sábado, 18 de fevereiro de 2006

não vôo arrastar
meus dentes, em a
folha. para que
sintam palavras.
não vôo pedir que
cometas as vísceras
ao solar.
nem teus olhos me abraçar.
[meus olhares estão embolorados]
[eu] tenho meus próprios
vômitos.
alguém por ventura
inscreveu um nome
em a película.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

[eu] canto nuvens.
por a janela que
está (star).
eu falo abobrinhas
eu sei.
cato estrelas de as caram-
bolas.
escrevo com a luz da rua.
escrevo com a luz da lua.
[luminescência].

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

tenho receios que
meus rascunhos
se virem contra mim.
cato um bem-me-quer
(mal-me-quer)
em o caminhar
por isso às vozes devo
passarinhar & borboletar
quando o azul
me alucina.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

eu ando descompassado
,diz: com pássaros
avoarei.
entendo o enferrujar
de minhas asas.
e firmo observâncias
em o ventar.
que redemoinhos
me traduzem.
[translúcidos]

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

vôo escrever-te
de verde
de veras, sente.
eu não cato as cantigas
que me roem.
nem principío
em a tardinha.
em esta madruga
[essência]
ouço as cores
que desequilíbro.
há um farfalhar.
ao longe de
agora.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

hoje quando
o sol amareleceu,
pensei em inscrever
poucas palavras
em tuas
folhas
/ pétalas.
sem pedir permissões
preferi não afrontá-la.
[pelo menos por hoje]

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

sôo um palhaço.
obtive
desequilíbrios de cores.
[de cor e salteado]
piruetas
et céteras
et céteras vozes.
& o papel que me passa,
eu traço.
não obtenho habilidades
de ares.
apenas vôo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

eu cacto
quantos espinhos
me dôo.
_ és covarde!
_ pera lá!
e me afronto diante
ao espelhar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

pensei em reescrever
um poema
,porém,
poema meu não
se reescreve, muito menos
escreve.
poema, eu vomito.

domingo, 15 de janeiro de 2006

não provoco reticências...
procuro uma folha.
photographo teus nomes
em a minha pele.
em auto-relevo.
auto-revelação.
(graphei um cd com as cantigas)
não sei de cores.
as poses, os closes.
havia nomes
em as minhas mãos,
alguns avoam em o
vendaval.

domingo, 8 de janeiro de 2006

carambolas.estrelas
creio,
não entender bulhufas
cenas cinematographicas.ponto
em frases cylindricas.
e o vizinho entardece, atrasado.