quinta-feira, 27 de julho de 2006

chorinho divinal
vez em quando eu declaro
umas lágrimas.
fecho-me. declamo choro, abro
as pálpebras e permito
lágrimas ou lástimas
escorrerem escorregarem.
molhando
rostos restos rastros
molhando
fases frases faces
depois digo: faz assim
não. e começo a sorrir
m(e) olhando.

18 comentários:

Felipe K. disse...

Sim, um chorinho!... Ritmo e candura. Belo!

Clarice disse...

sorrisos acordados
secam lágrimas sem juízo
transformam lástimas em risos

é o que espero aconteça...
carinhos meus

Cristiano Contreiras disse...

Lágrimas dos sentires plenos, do cotidiano que se esvaem diante dos olhos..

Ivã Coelho disse...

Umas lágrimas sempre molham mais que permitimos, mais que desejamos. Umas lágrimas, outras, molham tanto quanto é impossível molhar. Dizem, até, que o que o homem leva anos para construir as lágrimas destroem em alguns segundos. Será?

Abçs, poetamigo.

Rayanne disse...

Lágrimas de artista.
Suaves equilibristas
Debruçadas sobre suas conquistas...
Espelhos
do que acontece do lado avesso.

Estrelas.

Valéria disse...

mais que a poesia...fiquei imaginando e admirando o gesto...
que é onde realmente tem de ter poesia...
um beijo

Múcio Góes disse...

lar de lágrimas,
rio de mim.

[]´s

Mary disse...

E estas lágrimas que molham e olham teu olhar... :)

Lindo!

Beijos...

douglas D. disse...

pálpebras. e sonhos -
sons
belos sons.

douglas D. disse...

pálpebras. e sonhos -
sons
belos sons.

douglas D. disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Octávio Roggiero Neto disse...

Faz assim sim, raro Poeta: sorria com palavras, porque é pra isto que a Poesia nos elegeu. Certo é, porém, que há bençãos nas entrelinhas do infortúnio. Mas pra assimilar isso carecemos de aceitar e incorporar à nossa personalidade os ensinamentos de Cristo Jesus. E relembrando o que outrora escrevi pra você, tenho aprendido que a humildade deve ser a primeira cartilha sobre a qual devemos nos debruçar, crianças espirituais que somos. Aliás, letras caprichadas as suas!
Quando tiver um tempo, dê uma lidinha no poema "Heliodora (outro feriado)", que está no meu arquivo poético do mês de abril, salvo engano. Depois cê me diz se conhece essa agradabilíssima cidadezinha. Boas recordações tenho dela, mas hoje não mais românticas, depois eu explico isso.
Abraços meus, seu minerim danádibão!

Luzzsh disse...

Olá querido,
Obrigada pela visita no Lume. Vc sempre alumia com palavras bonitas quando passa por lá...chorar é bom vez em quando, mas sorrir é melhor, né? Muitos beijos.

Paulo Osrevni disse...

Pedro, seus poemas estão cada vez melhores. Entro aqui de vez em quando e cada vez fico mais admirado. Não sou nenhum crítico, mas vejo claramente que você está com um estilo cada vez mais depurado e expressivo. Me dá muito prazer entrar no seu blog. Abraço!

Aline disse...

Vc e sua excelência ao escrever.

Adoro.

:***

Nanna disse...

Passo uns dias sem aparecer e encontro novidades qdo volto! Vou sumir sempre! ;)

Tá lindo isso aqui, viu?

Beijos!
:)

Claudio Eugenio Luz disse...

Novidades mil, meu caro.Frente a um espelho, sempre é bom abrir-se, encontrar-se e voltar a sorrir.

hábraços

Keila Sgobi disse...

boooooooooua música!

tu tá baum nisso, hein?