segunda-feira, 10 de julho de 2006

em aquela fuga
cidade
teus olhares não permitem
verde longe.
foi exactamente ela quem
quis velo
cidade.

"se alguém perguntar por mim..."

15 comentários:

Sara disse...

ótimo.

dudv disse...

Seus poemas são revelações.
http://dudu.oliva.blog.uol.com.br

Cristiano Contreiras disse...

...
fugacidade urbana?!

douglas D. disse...

cores & fugas & encontros & o desejo de mais...bem mais.

mari disse...

No horizonte de um
belo azul, teus olhos
se de param ao gira
sol quente até o a
noite ser.

hehehehe, eu num sei fazer poema não. Fica aí que tá melhor que aqui.
beijao!

Rayanne disse...

Porque essa moça
idade
Não poderia verde
perto
Todo o amor desperto
Em tua Saga
cidade.


Estrelas.

Leandro Jardim disse...

Rapaz isso que você escreveu é de uma beleza imensa! Nem te conto o quanto me tocou...

E esse comentário da querida Rayanne brilhou alto... essa moça é realmente repleta de estrelas!

abraços a
colhedores
de Jardim

Múcio Góes disse...

ver-te verde,
como um sinal,
na tarde fullgas...

[]´s

Clarice disse...

nem smpre a velocidade
torna fugaz o olhar
nem a distância

carinhos próximos
por teu carinho

Márcia(clarinha) disse...

Quanto atropelo faz com que velozmente os olhares se espreitem.
Lindo isso meu querido,
beijosssssssssss

Octávio Roggiero Neto disse...

"teus olhares não permitem verde longe" sugere mensagem múltipla, por isso, surpreendentemente poética.
Só na terceira leitura que me saltou aos olhos a fuga/cidade, que incorpora em si três idéias, no meu modesto entendimento: a da velocidade, a da fuga e a da cidade. A primeira, como causa do olhar sem o verde, que também pode nos remeter à desesperança, além do campo aludindo à ansiedade. A segunda, como hipótese negada, frustração invencível. A derradeira, retratando a palavra-imagem que se repete em nossa retina-rotina (e se repete no poema): a cidade.
Eis que me deparo com uma das pilastras da linguagem árcade, o famigerado "fugere urbem" (fuga da cidade), mas o bucolismo hoje é menos árcade e mais expressão de idealismo, romantismo.
Acredito na construção de uma mentalidade que elogie o "carpe diem" citadino, e é também nesse sentido que defendo o "canto dentro da gaiola", contra o quê você outrora dedicou um post inteiro para dizer que não fazia. E a gaiola é a cidade, a vidinha nossa, frenética, as dívidas com o mundo e com nós mesmos, esta pressão angustiante que nos cansa até os limites da loucura, e, por seu turno, o canto, o nosso canto, é a nossa liberdade, mesmo que dentro destas gaiolas.
Faço também a minha declaração, então: Não canto por alpiste, mas pela liberdade de espírito!
Forte abraço de admiração, Pedrão!

朝川栄一 [Asakawa Eiichi] disse...

que legal conhecer teu canto... vou puxar o banquinho e demorar. posso? to gostando de ficar...

Senhora D. disse...

adorei esse. e tão parecido comigo, falando com minha voz, assim, nessas coincidências aleatórias de sentimentos. Beijos.

Claudio Eugenio Luz disse...

Uma fuga sempre nos consola, mas nos deixa com as mesmas dores; quem derá a gente levasse nosso amor junto.

hábraços

Keila Sgobi disse...

e ela morreu?