quarta-feira, 31 de março de 2010

e eu raramente escrevo
um poema que preste.
jazz não faço empréstimos
de as frases que quisera.
hoje era sábado cedo
que eu quase falei
1 poema.
a manhã já fazia tarde.
ainda não sei dizer
, estou de ressaca
ou estou com ressaca.
& ainda estou em ressaca.
e eu usava uma gravata
cor de prata.
Pedro Pan, outono de 2010

6 comentários:

Pedro Paulo Pan disse...

"Tudo tão misturado e macio, não se sabia bem, parecia que o dia tinha outras claridades..."
João Guimarães Rosa

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Tudo ao contrário.

Pontos em comum.

Finalidade lapidada.

acho que é isso.


até mais...


Jota Cê

Diana Valentina disse...

gosto das coisas que tu escreve!

Roberta disse...

acho que os melhores poemas são os que não prestam! :)

Dreamer disse...

Com, de, em ressaca, o senhor escreve sempre fabulosamente.

grande abraço, filhote

Suhelen disse...

eu achava que jazzia um comentário meu aqui. que coisa, não? rere

sempre a manhã tem uma tarde. e olha que aqui é noite.

ressaca de querer ficar deitada, ouvindo um blues, ou um jazz, sentindo a gravata que acaba apertando nossa moral.

=*