segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

era verdade de o encanto,
eu garanto, de quando em quando
ela vem
(vem me ver, vem me ter,)
(vem me ler, vem me ser...)
às vezes observa-me com seu olhar
cheio de soluço e dita-me:
"eu, estou doente de tristeza."
tento acudir
, pois,
amor não se abstêm.
conto uma cantiga ao seu ouvir.
embora tem gostos de viver acolá e aqui.
as nossas lonjuras, elas são sempre brisas.
lembro, quando ouvi por a vez primeira.
plena.
sei, não sou seu amor. sou um deles.
ela fez-me crer.
e volta e meia.
volta pra me ver.
Pedro Pan, 2007

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

por estas bandas, tem
rios que descansam
que acalmam.
que acalentam.
que pacientam.
estes rios, com que navego.
acalanto.
vento, o vento preparava nosso
cabelo p/ ser bagunçado.

o quintal é silêncio por agora.
(estes quintais tão milênios)
tem pessoas que minha poesia
não é pra ser lida.
é pra ser chovida.
e vivo em pátria mãe gentil.
tem verso meu, qual existe
pra martelar, entortar
nossos disparates.
há pessoas que sabem ler os rios.
Pedro Pan, 2007

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

o poema começou sereno.
neblinado.
era pra ser prosa.
prosa, que hora seja.
que hora chega.
há muita presença por aqui.
procurei uma onomatopéia
pra utilizar aqui.
nem sei qual foi a data.
aquela noite
notei-já sabia que eras, eras...
há muita presença em
quase seduzo.
ás vezes aposto em
versos bucólicos
em interior de poema.

às vezes peno em fazer
um poema que esconderija
frases de poucas importâncias.
há, uma frase raridade que veio de a noite
foi sem dizer ao menos, até breve.
Pedro Pan, 2007

folia de reis em photographias.