domingo, 17 de dezembro de 2006

pras lonjuras...
este poema é para
além de outdoor.
é pras lonjuras dele.
por agora, enxerguemos
o silêncio.
olhar a andadura de os pássaros
em céu de admirar.
poesia minha é de água
doce.
tem histórias que esqueço de contar.
sem pensar outras vezes, inscrevi
um poema que cai de tarde.
hoje uma chuva me lavou.
amém! o vento me levava.
vem tô leve...
Pedro Pan, 2006

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

palavrear antes de o meio de a noite até.
inda entardecia e cogitei um poema.
embora agora, não armei teus nuances.
amanhã, quando madrugar tentarei.
tenho preferências de o avistar
sublime.
há umas palavras espalhadas
vou ajustá-las ao poema que tagarela.
o tema, o tema de agora veraneia
em calendários e horários
e horários - calendários - honorários.
o dia nem estava árido.
esteve cedo, desde quando úmido.
uma pessoa, negou uma
bagatela de sorriso.
sorrindo assim, sem porque
é uma de as melhores delícias.
discorda de mim?
(tenho a esperança que não)
um sorriso assim, sem porque
alumia qualquer ser.
humano que seja.
e dá-lhe
um feliz fim de semana.
procurei fazer poema de modinha,
não consegui. sou muito
démodé pra tal cargo.
hoje acordei retardatário.
o dia aconteceu nubloso
em nossas janelas.
eu, outrora já vivi um palíndromo.
Pedro Pan, 2006

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

existia já desde quando
histórias de contos e fadas.
acredito mais em contactos, e
sorrisos escancarados janela
a fora.
lá de fora o dia serena
algumas nuvens em
tons de acinzentar quaisquer
tardes.
queríamos saber de as
onomatopéias nublosas.
quis fazer um poema quem sabe
por enquanto.
não consegui
para tanto e quanto.
"um dia a esmo não
é este dia mesmo
".
Pedro Pan, 2006