existem dias, os quais
estou mais propenso
a conhecer a poesia.
que mostra seus vínculos
e vincos e trincos e trincados.
perceba, há sempre uma surpresa
em sorriso vizinho.
sem tardança em tarde inda pouco,
tem um pássaro que
bem-te-vi em cada duas árvores.
em estes dias de agora
, os diariamentes se
regam em calendários.
quando há esconderijo
em cantar de galo
o sol carcareja ao acordar
em nossos olhares
inda dormidos, ...
por vezes aluados.
Pedro Pan, 2006
domingo, 10 de dezembro de 2006
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
às vezes noite
, gosto de deliciar
melancia em janela.
virado pra lua.
a rua? nenhuma vivalma.
e eu, de observâncias.
meu olhar a pé se encontra.
por vezes madrugada
, durmo mais que a cama.
que des -
de miúdo adormece
mais que'u. adormeceu.
às vezes insônia, amanheço.
inda alembro
, era festa e minhamiga
despediu aquela noite
, dizendo : "vô mimbora espancar
minha cama."
por vezes ontem.
ontem mesmo,
quando noite espreguiçava.
adormecemos ouvindo telha chovida.
Pedro Pan, 2006
domingo, 3 de dezembro de 2006
sereno anoitecer
estrelas de prata
bordam céu de anil.
eu gosto de a brisa quando
anoitece simples, assim serena.
a palavra quando lírica é leve?
leve de aqui tudo que é
de mal. de mal dizer. de mal estar.
ou permanecer. ou ficar.
mal-me-quer bem-me-quer
pétalas? pra quem quiser
já estava neblina, tanto
e frase veio assim.
antes, um cadinho de antes
observava estrelas tropicalizando.
e rodopiava pensamento
agora há pouco.
não era grande, nem pouco.
era de uma lonjura, de
aquela tarde, de aquele dia.
quem sabe, talvez quando.
Pedro Pan, 2006
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