quarta-feira, 26 de abril de 2006

[eu]não quero mais
depender de obstáculos
para o meu vôo matinal
pereço de trapaçar
tenho tendência de ser peça
de embaralhar,
"eu silko tua alcunha em
a minha pele devagarzinho"
.
quase assemelho a
dores em o pensar.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

farfalhando noite (à fora)

a página.
"nada especial"
a página insólita carece
dar voz ao poema
vez & luz
dar o azul;
o azul ontem, brilham pontos
(pontos, vírgulas, reticências)
em os ares uma melodia
acena aos ouvidos.
histórias, ouvidos, olhos, aquarelas.
em a medida de o possível
a luz prevalece pensamento
ligeiras asas –por nossas cabeças–
quando não ouvir é
um tempo veloz. a noite prevê
o destino.
o alvo é dizer o necessário
e a hora exacta. exacta
como
esquecer não é o inevitável.

domingo, 23 de abril de 2006

entre aspas eu te olho e teu olhar não me
priva de dizer-te algo fecha aspas
dois pontos, três pontos, três de a manhã
e o sol ainda não se pôs.