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quinta-feira, 30 de junho de 2011

paixão passageira

a estrada era longe
e eu, cigano era,
se não me engano.
um bandoleiro.
sendo assim,
não sabia em que lábios lia.

ias ler.
quem sábado, eu, era total desespero.
quase não vi, de as
minhas lentes de miopia.
pele alva, qual contrastava
com esta minha brasilidade.fez-me
apaixonar de ligeiro.
a voz, o tom, a entonação.
os sabores...
trouxe-me paz ao coração alado.
Pedro Pan, outono/inverno de 2011.

terça-feira, 12 de abril de 2011

precisava.
       eu, pressentia escrever-te...
  , digo,
         eu precisava escrever um poema.
se bem quase
            usei esclarecer.
embora a tarde nem nublada está.
resolvi, faz uns meses
                       esquecer
como é minha poesia. e ela
estava tão des-
               gastada.
eu? tão habituado.
porém, hoje doeu-me quanto tentei
reescrever um caminho...
como de andar de fasto. sabe?
e sai trombando em tudo
                       enquanto havia.
então seguia adiante e saí
                          trupicano.
Pedro Paulo Pan, outono de 2011.