terça-feira, 12 de abril de 2011

precisava.
       eu, pressentia escrever-te...
  , digo,
         eu precisava escrever um poema.
se bem quase
            usei esclarecer.
embora a tarde nem nublada está.
resolvi, faz uns meses
                       esquecer
como é minha poesia. e ela
estava tão des-
               gastada.
eu? tão habituado.
porém, hoje doeu-me quanto tentei
reescrever um caminho...
como de andar de fasto. sabe?
e sai trombando em tudo
                       enquanto havia.
então seguia adiante e saí
                          trupicano.
Pedro Paulo Pan, outono de 2011.

7 comentários:

Pedro Pan disse...

"Escute esta canção
Ou qualquer bobagem
Ouça o coração, que mais?
Sei lá!"
Tom Zé & Mutantes.

Suhelen disse...

nós trupica mas num cai, hein?

firme e forte quimerando sempre, tu!

beijo, seu moço!

Darlan disse...

Quando existe a poesia ela nem precisa de mais nada, existe por si só, ainda que abandonada.

Beta disse...

outono é mesmo tempo de reescrever um caminho... :)

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Reescrever um caminho causa receio, mas temos que saber enfrentar.

Maravilhoso começo de semana.

Rebeca

-

Angélica Lins disse...

Habituei a vir aqui...
Passei uma manhã, outra e depois outra.
Hoje, resolvi me albergar em definitivo.


Lindo sentir!
Beijo meu.

Fernando Franco disse...

sua poética é como trupicar e sair pra outro lugar e reencontrar a poesia no mesmo lugar!

http://docevicioblues.blogspot.com/