segunda-feira, 20 de agosto de 2007

ganhar um poema
é mais
difícil.
um dilema!
quem doa, feliz faz.
quem ganha, pode até...
quem sabe, nem sei.
certa vez ganhei um poema.
era poema de se
ler com a língua.
saboreantes.
depois guardei tais aquelas
palavras em aqueles lábios.
escondi em guardados
em o sentimento.
Pedro Pan, 2007

poema prêt-à-porter
ela pôs minhas frases
em a cabeça corpo e
coração(pra não
dizer: aura e emoção)
pôs e saiu por ali
(num sei mais onde)
e ninguém consegue mais
tirar.
Pedro Pan, 2007
(travessia inda)
Quem interessar, Souvenir letal.

23 comentários:

Erika disse...

tem coisas que a gente devia guardar em guardados... e nunca deixar des-guardado...

beijo ppzinho

Márcia(clarinha) disse...

um poema junto ao outro formando línguas saborosas lendo declarações que jamais sairão do coração...
pedropoetinha,meu carinho
beijos

dudu oliva disse...

Não tenho que dizer... somento poemas belos e cativantes.

Alex Pinheiro disse...

Tenho medo de ganhar, não só poemas, mas qqr coisa,,, ganhar requer etiqueta: uma perícia na arte de não entristecer quem nos presenteou,,, sou ruim disso... Doar com certeza é mais fácil,,, talvez um prêt-à-porter que atingi mutação inimaginável no ouvido de outrem... Coisas de Pedro Pan! rs

Abraços e aliviadas invenções!

Edilson Pantoja disse...

Poema de se ler com a língua não deve ter outro destino, Pedro. Belo! Abraço!

Suhelen disse...

poesia corporal...

bjos! gostei daqui.
volto sempre, desde já!

marie disse...

muita perfeição para poucas palavras existentes. lindíssimos

Lidiane disse...

Pedro, já ganhei alguns poemas, dei outros tantos.
Não sei ainda de qual sensação mais gosto.
Beijos.

mario cezar disse...

abraços grande

Dora disse...

Ganhar poema (por merecimento de carinho )de outra pessoa é uma prova difícil...A gente quer corresponder à altura do sentimento do doador do poema e não consegue...
Já o poema "prêt-à-porter", feito por nós, e que alguém usa, é agradável demais!!! Né? A gente se vê desfilado e desfibrado, pelas ruas...é bom!!!!
Beijos, Pan.
Dora

Clóvis disse...

Meu caro, sou um admirador voraz de sua poesia, e não é qualquer um que me faz ficar encantando e lendo e relendo versos com tamanha vontade.


Como sempre, brilhante.
O primeiro poema é uma jóia-rara, man.




Abraço.

Juliana Santos disse...

Ah eu nunca ganhei um poema...rs

Pedro mudei o link do meu blog tá...

bjos

Juliana Santos disse...

Ah eu nunca ganhei um poema...rs

Pedro mudei o link do meu blog tá...

bjos

Raquel disse...

Lindo o poema!!!!!!!!!
Beijos

diovvani mendonça disse...

Poema Saboreante...
d´instalar na caixa do instante,
d´ensaboar e lavar o espirito;
d´estampar em o corpo - aberto presente.

~~~Abraço~~~

Filipe disse...

os melhores versos desta vida virtual. grande abraço!

Camila Lemos Barata disse...

Pedro,o vento me trouxe aqui...Que belos chuviscos,meu caro!

Boas sementes.

Um abraço.

ALF disse...

Tudo que nos remoi e nos permite ensaiar cantos. Poemas encantam, cativa, e são sempre extasiantes.

^^

Abraçso

luma disse...

Eu guardo todos os poemas que ganho como preciosidades vindas de lugares de sonho, que existem somente dentro da alma daqueles que compreendem o valor que as palavras podem carregar da alma de quem escreve. Beijus

Múcio L Góes disse...

doar poesia é qd doer não dói...

Bom Pedro I.

[]´s

Claudia Perotti disse...

Querido,

Indiquei esse teu poema, publicado em 23/07/2007, para o PRÊMIO CANETA DE OURO – POESIAS 'IN BLOG' 2007", idealizado por ANDRÉ L. SOARES - Blog: http://poemasdeandreluis.blogspot.com e RITA COSTA - Blog: http://ritacosta-almadepoesia.blogspot.com. Para conhecer as regras desse evento clique AQUI: http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/08/prmio-caneta-de-ouro.html#links

Desde já desejo-lhe boa sorte.

Participe, faça também as suas indicações e, juntos, vamos construir um dos maiores eventos relacionados à poesia, em blogs de idioma Português!



Beijinhossssss!


Claudia Perotti

Octávio Roggiero Neto disse...

ela se vestiu de frases e o poeta ficou só, sem palavras, olhando-a passar. ela era uma nuvem alta, inacessível. a Musa, desdenhosa e sonhada. intensamente perceptível, mesmo que ausência silente e cega. sim, foi. e foi com toda a Língua, mas no poeta ficou a Poesia, porque isso ninguém tira, "ninguém consegue mais tirar".

abração, Pedrô!

Camille disse...

Acho interesssante como voce fala- em a cabeça, em o corpo. É uma linguagem propria. Acho isso o maximo, como Guimarães Rosa inventou jeitos na prosa.
Bjos,
Camille