quinta-feira, 10 de agosto de 2006

e não arredo umas memórias
de o lugar.
faço uma leitura
de as fumaças em teus lábios
vaporosos.
eu animo teus lábios de abelha
rainha (minha?).


, outras amoras

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

estertor, um poema (de soslaio)
não está sendo nada
fácil
rejuntar cacos de textos
para montar um po
um poema de esguelha
então assim finco umas
palavras em o meio de a tarde.
em o finalizar de a tarde.
ponho.
ponho pontos em o poema.
poema se põe sem rebrilhar.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

{ inda lembro

inda lembro como nos lambuzamos de amoras. nossas bocas, nossos lábios. nossa gratidão. nossa gratificação. por amoras em todo o tempo juntos-separados-juntos e agora, parece outra história.
lembro com muito sabor. sabor bom que fica em os lábios. sabor de saber.
qual era então a data? nem eu, nem ela sabíamos qual data iniciou e qual houve a separação. dor, não. falta, sim. de toques pele. de pele toques.
nos doávamos em amoras. amoras sinceras. amoras plenas amoras.
zigue zagueávamos por a noite, ébrios ambos. a beijos de chuvisco, a flores de hibisco, a lua que nascia de madrugada. & o sol que chegava pela passarada.
passa boi. passa noitada.. cuidávamos de felinos órfãos e jogamos pedrinhas & lacres de cerveja em a fonte. nem preocupávamos se éramos ou não românticos, aos olhos de eles.
nossos olhares azeviche, nem davam ligas p'ra eles. tem despedidas que corroem o agora.
Pedro Pan